CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME O PORTEIRO DA NOITE
Em grego Eros remete à noção de vida, enquanto que Thánatos à noção de morte. Dois campos opostos em choque constante. O primeiro luta pela sua continuidade, pelo seu ser, enquanto que o segundo, pelo seu vir-a-ser.
Não obstante a isso, o filme “O porteiro da noite” mostra de forma clara e distinta a possibilidade de como e a partir de que se pode perceber a existência de certa harmonia entre esses contrários (vida e morte). O filme faz aparecer uma realidade (quase que inexistente) que se articula por cima da distorção dos fatos, de onde os mesmos passam a ser vistos a partir de outra ótica, (totalmente diferente daquela com a qual eram observados antes) o que altera os seus sentidos e significados.
“O porteiro da noite” traz à tona a história de uma judia e um nazista no contexto da segunda guerra mundial, onde ela foi torturada por ele num campo de concentração. Tendo passado 13 anos após o término da guerra, eles se encontram novamente e – relembrando “simultaneamente” o vivido num passado, nem tanto distante – passam a viver uma intensa paixão recheada de muito erotismo. É quase inacreditável ver essa relação amorosa entre o nazista e a judia, principalmente para quem conhece bem a história entre esses dois contrates.
O porteiro da noite é um convite para revermos nossas atitudes e aspirações. Faz-nos perceber também o complexo sobre o qual se tece os propósitos e ideais de cada individuo, principalmente quando o assunto se trata de relações humanas.
A grandeza do filme reside, portanto, no ato dele mostrar que – entre o pequeno e grande; o fraco e o forte; o contexto e fato; o oprimido e o opressor; o torturado e o torturador, enfim, entre o judeu e o nazista – há uma possibilidade de harmonia, onde tudo possa ser diferente, desde que se lute por isso. Convém aqui ressaltar que uma coisa é o filme, outra coisa é a realidade. Mesmo que o primeiro se teça por sobre aquilo que no segundo é dado, ele não traz em si a noção de real, mas sim a noção de possibilidade. O real é aquilo que já está dado; a possibilidade é aquilo que pode ser mais ainda não é. A harmonia que (no filme) reina entre os opostos, no real se traduz em utopia. E é o desejo de “tudo” ser diferente a partir dessa realidade utópica que instiga à descontinuidade e a ruptura daquilo que já é dado, para que, somente assim, se possa ter algo novo em se tratando de paz entre os humanos. É justamente essa a proposta do filme.
sábado, 26 de abril de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Considerações sobre o filme "A VIDA DE DAVID GALE"
Vivendo num mundo completamente marcado pelo antagonismo de idéias onde prevalece sempre a do mais forte em detrimento da do mais fraco; Vivendo numa sociedade de caráter pluralista, carente de singularidade (como é o caso da de nossos dias) David Gale é – no filme – mais uma vítima de um delinqüente e psicótico sistema político muitas vezes cego à verdade, todavia, atento à aquilo que é ilusório e, desse modo, apto à disseminação da ideologia por quase todos os campos da vida social.
O objeto de analise do filme é a questão referente à pena de morte, nos Estados Unidos da América e, de modo mais restrito, a sua aplicação no Estado do Texas onde as execuções são mais constante que nos demais.
Tratando especificamente desse tema polêmico, o filme assume como característica relevante a tentativa de mostrar como a pena de morte pode, não somente, não resolver o problema da violência e da criminalidade, como também contribui para que a justiça seja falha, incorrigível, deficiente e cega mais do que já é. Isso se dá à medida que a pena de morte impede a justiça de si corrigir, pois morto não fala e a vida longe de ser já não é mais.
O filme quer mostrar a falibilidade da pena de morte, ao mesmo tempo em que aponta para essa forma de combate como própria de paises falidos e ineficientes (em se tratando de justiça) que, mergulhados num profundo abismo de incoerência, irresponsabilidade e corrupção, agem de tal, forma a tirar a vida de seus cidadãos a preservá-la.
Como dizia o conde Carlos Sforza, há dois tipos de combate: um pela força e outro pela inteligência. O segundo é próprio dos homens, o primeiro, dos animais. Infelizmente nos Estados que tem a pena de morte, como também em outros que não tem, o primeiro caracteriza-se pelo excesso, ao passo que o segundo, pela escassez.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O FILME FILHOS DA ESPERANÇA
Instigando à reflexão sobre a situação atual em que se encontra a humanidade, o filme aponta para a necessidade de uma mudança imediata no que diz respeito a atitude do homem.
O problema da infertilidade (em se tratando da esterilidade da mulher – mulher no sentido geral do termo) é simbólico e significa a possibilidade de um estágio no qual a humanidade entraria em extinção.
Esse itinerário para o fim seria, portanto, causa de uma estabilidade dos regimes políticos, todavia, negativa. Pois, dada a decadência desses sistemas, da-se também a sua incapacidade de agir benignamente em beneficio da humanidade objetivando a sua continuidade.
Esperança, nesse contexto, é sinônimo de motivação, por onde a mudança deve ter o seu inicio. Ter esperança, no que a isso diz respeito, é acreditar na possibilidade de um futuro melhor, desde que algo diferente e bom ao homem passe a existir.
O filme é, portanto, uma crítica a toda a ação política que não esteja preocupada com a constância da vida humana.
PROJETO DE FILME COM ENFOQUE FILOSÓFICO
-TEMA: FILOSOFIA DA MULHER
-AUTORES DE REFERÊNCIA:
1. Hannah Arendt – Política
2. Edith Stein – Fenomenologia existencial
3. Sigmund Freud – Ética: valores existenciais
4. Michel Foucault – Cuidado de si
-CAPÍTULOS TEMÁTICOS:
· Mulher e política
· Mulher e existência
· Mulher e ética
· Mulher e cuidado de si
-OBJETIVO GERAL:
Ø Pensar a mulher, seus problemas e conquistas a partir de algumas perspectivas filosóficas.
-OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Falar da mulher e sua ligação com temas práticos de sua vida: existência, política, ética, cuidado de si;
Demonstrar que à mulher pertence sua própria vida, bem como o modo de ela se relacionar como a sociedade, como o próximo e consigo mesmo.
-CRONOGRAMA:
§ Até 21/Abril: pesquisa dos temas e autores-fazer roteiro para as entrevistas...
§ Até 28/Abril: entrevistas prontas-músicas coletadas;início das gravações...
-DATA ENTREGA: 31/MAIO/2008
-APRESENTAÇÃO: JUNHO
-SUGESTÕES DE FILMES: SARAFINA, COR PÚRPURA...
-TEMA: FILOSOFIA DA MULHER
-AUTORES DE REFERÊNCIA:
1. Hannah Arendt – Política
2. Edith Stein – Fenomenologia existencial
3. Sigmund Freud – Ética: valores existenciais
4. Michel Foucault – Cuidado de si
-CAPÍTULOS TEMÁTICOS:
· Mulher e política
· Mulher e existência
· Mulher e ética
· Mulher e cuidado de si
-OBJETIVO GERAL:
Ø Pensar a mulher, seus problemas e conquistas a partir de algumas perspectivas filosóficas.
-OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Falar da mulher e sua ligação com temas práticos de sua vida: existência, política, ética, cuidado de si;
Demonstrar que à mulher pertence sua própria vida, bem como o modo de ela se relacionar como a sociedade, como o próximo e consigo mesmo.
-CRONOGRAMA:
§ Até 21/Abril: pesquisa dos temas e autores-fazer roteiro para as entrevistas...
§ Até 28/Abril: entrevistas prontas-músicas coletadas;início das gravações...
-DATA ENTREGA: 31/MAIO/2008
-APRESENTAÇÃO: JUNHO
-SUGESTÕES DE FILMES: SARAFINA, COR PÚRPURA...
considerações sobre a palestra "psicanálise como experiência ética" e; caderno de atividades
Vídeo 3: Caderno de Atividades
1. Resumo do conteúdo
Neste vídeo é abordada a seguinte temática: “A Psicanálise como Experiência Ética”, trabalhada em uma palestra proferida pelo professor e pesquisador da PUCPR Daniel Omar Perez. Ele, sendo psicanalista e filósofo, está desenvolvendo pesquisas na área da Psicanálise e a possível relação desta com a Filosofia, no intuito de apresentar a Psicanálise não como uma ciência, teoria explicativa ou qualquer coisa do gênero, mas simplesmente como uma experiência estritamente ética.
2. Glossário:
2.1 Freud: Sigmund Freud, médico austríaco, fundador da Psicanálise, nascido em Pribor (antiga República Tcheca) a 06 de maio de 1856 e falecido em Londres no dia 23 de Setembro de 1939.
2.2 Lakan: Jacques-Marie Émile Lacan, psicanalista francês, nasceu em Paris a 13 de abril de 1901, faleceu na mesma cidade em 9 de setembro de 1981. Percebendo que os freudianos haviam desviado-se do sentido das obras do fundador da Psicanálise, propõe então um retorno a Freud. É esse autor que o professor Daniel (de quem é tratado no vídeo) utiliza em suas pesquisas.
2.3 Psicanálise: É a ciência do inconsciente. Ela busca a cura da pessoa através da análise de coisas que ficam retidas no inconsciente, ou seja, no campo que é como que imperceptível a olho nu, externa e conscientemente. No dizer do próprio Freud “é a profissão de pessoas que curam almas, que não necessitam ser médicos e que não devem ser sacerdotes”().
2.4 Coisa: conceito cunhado por Lacan, é algo que a humanidade perdera desde sempre, continua a procurá-la, mas parece que não deverá encontrá-la senão com a morte.
2.5 Desejo: é aquilo que fundamenta toda a possibilidade de se pensar a Psicanálise como uma experiência ética. Equivale, portanto, ao desejo do paciente de curar-se. Não é o psicanalista que induzirá o paciente à cura, mas é o próprio paciente que se reconhecerá necessitado da mesma.
2.6 Ética: Segundo o Dicionário Aurélio, ética é o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja em relação à determinada sociedade, seja de modo absoluto. Aqui, esse termo vai significar a relação possível entre o psicanalista e o paciente, em se tratando da questão da cura do mesmo paciente.
3. Exercícios:
3.1 Descreva a partir do filme acima como se pode como se pode compreender a psicanálise como uma experiência ética.
3.2 Qual o papel do psicanalista em relação ao paciente?
3.3 Na abordagem da psicanálise como experiência ética, qual sentido o termo “ética” ocupa nesse contexto?
3.4 Apresentamos como sugestão para compreendermos ainda mais o tema tratado no vídeo acima, recomendamos que se veja os filmes produzidos pelos demais grupos, cujos blog estão em:
http://www.diretoriocentralfilosofia.blogspot.com.br
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