sexta-feira, 18 de abril de 2008

considerações sobre a palestra "psicanálise como experiência ética" e; caderno de atividades

Vídeo 3: Caderno de Atividades 1. Resumo do conteúdo Neste vídeo é abordada a seguinte temática: “A Psicanálise como Experiência Ética”, trabalhada em uma palestra proferida pelo professor e pesquisador da PUCPR Daniel Omar Perez. Ele, sendo psicanalista e filósofo, está desenvolvendo pesquisas na área da Psicanálise e a possível relação desta com a Filosofia, no intuito de apresentar a Psicanálise não como uma ciência, teoria explicativa ou qualquer coisa do gênero, mas simplesmente como uma experiência estritamente ética. 2. Glossário: 2.1 Freud: Sigmund Freud, médico austríaco, fundador da Psicanálise, nascido em Pribor (antiga República Tcheca) a 06 de maio de 1856 e falecido em Londres no dia 23 de Setembro de 1939. 2.2 Lakan: Jacques-Marie Émile Lacan, psicanalista francês, nasceu em Paris a 13 de abril de 1901, faleceu na mesma cidade em 9 de setembro de 1981. Percebendo que os freudianos haviam desviado-se do sentido das obras do fundador da Psicanálise, propõe então um retorno a Freud. É esse autor que o professor Daniel (de quem é tratado no vídeo) utiliza em suas pesquisas. 2.3 Psicanálise: É a ciência do inconsciente. Ela busca a cura da pessoa através da análise de coisas que ficam retidas no inconsciente, ou seja, no campo que é como que imperceptível a olho nu, externa e conscientemente. No dizer do próprio Freud “é a profissão de pessoas que curam almas, que não necessitam ser médicos e que não devem ser sacerdotes”(). 2.4 Coisa: conceito cunhado por Lacan, é algo que a humanidade perdera desde sempre, continua a procurá-la, mas parece que não deverá encontrá-la senão com a morte. 2.5 Desejo: é aquilo que fundamenta toda a possibilidade de se pensar a Psicanálise como uma experiência ética. Equivale, portanto, ao desejo do paciente de curar-se. Não é o psicanalista que induzirá o paciente à cura, mas é o próprio paciente que se reconhecerá necessitado da mesma. 2.6 Ética: Segundo o Dicionário Aurélio, ética é o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja em relação à determinada sociedade, seja de modo absoluto. Aqui, esse termo vai significar a relação possível entre o psicanalista e o paciente, em se tratando da questão da cura do mesmo paciente. 3. Exercícios: 3.1 Descreva a partir do filme acima como se pode como se pode compreender a psicanálise como uma experiência ética. 3.2 Qual o papel do psicanalista em relação ao paciente? 3.3 Na abordagem da psicanálise como experiência ética, qual sentido o termo “ética” ocupa nesse contexto? 3.4 Apresentamos como sugestão para compreendermos ainda mais o tema tratado no vídeo acima, recomendamos que se veja os filmes produzidos pelos demais grupos, cujos blog estão em: http://www.diretoriocentralfilosofia.blogspot.com.br

Psicanálise como experiência ética

terça-feira, 15 de abril de 2008

FILOSOFIA COMO CORAGEM DA VERDADE Este vídeo da kosmos produções que aborda como tema “Filosofia como coragem com a verdade” quer apresentar de forma sucinta algumas considerações sobre a importância da ação que visa à saúde e a paz integral do ser humano em todas as suas dimensões. No entanto, convém ressaltar que isso só é possível dada certa disponibilidade da pessoa a um eventual cuidado dela para consigo mesma, como também para com os outros. Em se tratando do modo pelo qual se deu as primeiras práticas terapêuticas e medicinais em tempos antigos é de se notar que, a princípio, o exercício dessas funções era de incumbência total dos filósofos. Dentre esses pensadores, podem-se destacar Hipócrates (considerado o pai da medicina), os cínicos com ênfase em Diógenes e Antístenes (iniciadores do cinismo), além dos pitagóricos, que praticavam radicalmente a abstinência de comidas e bebidas, uma prática que lhes servia para medir o temperamento do individuo. Para os pitagóricos, o pensamento era concebido como abstração o que era útil a libertação da alma à medida que constituía uma espécie de terapia. Cabe ressaltar que a preocupação com o cuidado de si, não se limitou somente aos filósofos dos tempos antigos, mas se estendeu pela história chegando até aos de nossos dias (contemporâneo), como por exemplo, o francês Michel Foucault. O objetivo do cuidado de si era o alcance daquele estado em que tanto o corpo quanto a alma gozam de plena paz, ao que se convém chamar de ataraxia.